Artigos / Cultura Empresarial
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Uma semana depois do DARM Conference em Dezembro de 2025, continuo a pensar numa breve conversa de dez minutos que tive com o D. Brooke Pfautz sobre a força invisível que atrai pessoas e grupos dentro do nosso sector. Essa força é exatamente aquilo que Seth Godin descreve no seu livro Tribes: We Need You to Lead Us, onde identifica alguns princípios fundamentais:
As pessoas querem pertencer.
As pessoas querem fazer a diferença.
Ideias partilhadas criam ligação.
Líderes criam conexão e promovem movimento.
As tribos prosperam na tensão entre o status quo e a possibilidade de mudança.
É difícil não nos identificarmos com pelo menos um destes pontos. O mercado de short-term rentals é, na sua essência, uma tribo: uma comunidade de gestores com prioridades comuns, com força política e ideológica, e com um propósito muito claro - perseverar apesar das fricções regulamentares, operacionais e tecnológicas.
Eventos como o DARM tornam esta dinâmica evidente. Trata-se de uma conferência profundamente orientada para a inspiração, para a absorção de novas ideias e para a vontade genuína de compreender que futuro queremos - e podemos - construir para o sector. A energia que se sente nas sessões, nos corredores e nas conversas informais deixa claro que não estamos apenas a participar num evento. Estamos a viver um encontro tribal.
As empresas que conseguem criar uma ligação genuína com os gestores de propriedades têm uma vantagem clara face àquelas que se limitam a fornecer produtos ou serviços. O sentimento de pertença importa. As relações importam. O propósito partilhado importa.
É por isso que tenho um enorme prazer em assumir, muitas vezes, o papel de doorman nos happy hours da Guesty. Receber profissionais e parceiros, facilitar encontros e sentir de perto a energia desta tribo é algo verdadeiramente especial.
No DARM tivemos também uma antevisão do que 2026 poderá representar para o mercado - em particular para os gestores. Num contexto de mudanças macroeconómicas e de instabilidade global, que tende a afectar a confiança dos consumidores e, consequentemente, as viagens, este é o momento de mobilizar a força colectiva da tribo.
Precisamos de soluções, de adaptabilidade operacional e de uma abordagem cada vez mais profissionalizada. O consenso é claro: dados estruturados e revenue management, agora impulsionados por novas soluções baseadas em inteligência artificial, serão ferramentas-chave para transformar o status quo.
Ao entrar numa pausa pessoal durante o resto do ano, deixo um desejo claro para 2026: que os gestores ganhem ainda mais consciência da força que têm enquanto tribo e que encontrem a resiliência necessária para promover a mudança que este sector merece.